sábado, 21 de agosto de 2010



Era uma tarde amena do inverno nórdico. Anna resolveu andar pela floresta enigmática, próxima de sua casa.


Enquanto andava por entre as árvores, seus pensamentos corriam longe.


Se aproximou de um pequeno lago, sentou-se em uma pedra, e observou tudo a sua volta. Foi quando ouviu um barulho, atrás de si. Não se assustou e por algum motivo estranho, sentiu-se tranquila.


Ele sentou-se ao lado dela. Tinha cabelos compridos e negros. Seus olhos castanhos penetravam no olhar calmo e oceânico de Anna.


Não disseram uma palavra sequer. Apenas suas mãos e seus olhos pareciam conectados. Uma experiência quase sinérgica.


Era como se conversassem e se entendessem, apenas com a força do pensamento.


Seus lábios se tocaram, com suavidade. Revelou-se a intensidade de um momento.


Anna abriu seus olhos, lentamente.


Surpreendeu-se. Estava sozinha.


Ainda confusa, tentou entender o que se passou ali.


Foi apenas um sonho...





by Rê

Somos Felizes?



Outro dia, ouvindo uma velha canção, comecei a pensar sobre o que fizemos de nossas vidas.
Será que estamos vivendo como gostaríamos? Da forma como planejáramos?
Será que não estamos indo rápido demais, e as coisas, fugindo do nosso controle?
Será que gostaríamos de viver uma louca vida, ou, de um modo mais contido?


Creio que essas questões, nos passam pela cabeça diariamente,
muitas delas, respondidas, mas talvez, não como gostaríamos.


Hoje, eu vejo pessoas da minha "geração", digamos assim, umas formando famílias, outras, indo por caminhos sujos, se destruindo, eu vejo pessoas indo embora (para sempre), todas jovens, todas com "uma vida inteira pela frente",
e me pergunto: 'O que fizemos do nosso mundo, e das nossas vidas?'


Será que somos (ou estamos) felizes?


Creio que ainda estamos muito longe...




by Rê

terça-feira, 15 de junho de 2010



"Mas você rastejou entre minhas veias

e agora eu não me importo, não tenho sorte

Eu já não sinto tanto a falta

Apenas há tantas coisas que eu não posso tocar

Eu estou dilacerada"



by; Bru

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Tempestade de Inverno



Os ventos anunciam a tempestade que se aproxima.
As ruas estão desertas, nenhuma alma viva quer estar ali para ver.
As nuvens negras engolem o dia. Os trovões rasgam o silêncio,
como os raios rasgam o céu. A chuva cai pesada, sem pena.


(Sua caótica tempestade de inverno.).


Ela sai para a tarde revolta. É onde ela se sente livre.
Sentindo a chuva em sua face, abandona seus medos e suas fraquezas.
Sente-se leve, a alma lavada. É como se todos os problemas,
todas as angústias, desaparecessem.


Ela só queria estar ali!


(No olho do furacão.).


Depois da tempestade, vem a calmaria.
A brisa leve, soprando, levando embora todo sentimento ruim...
Ela sente, por fim, seu espírito (coração) renovado (como se flutuasse),
sem tirar os pés do chão.


De todos os lugares, era ali, e apenas ali, onde ela queria estar!








by Rê

sábado, 29 de maio de 2010


"Seus sentimentos ela esconde
Seus sonhos ela não consegue encontrar
Ela está perdendo a cabeça
Ela foi deixada pra trás
Ela não consegue achar seu lugar
Ela está perdendo a sua fé
Ela caiu em desgraça
Ela está perdida por dentro, perdida por dentro"






By Bru

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Em Círculos



Ele andou, andou muito.
Sentia seu coração pesado.
A vida já não lhe fazia sentido.
Sem ela, nada lhe fazia sentido!
Andou por caminhos desconhecidos,
lugares estranhos,
sua esquisitice lhe afastava dos outros.
Ele andou, e parou em frente a casa dela.
Todos os caminhos levavam à ela!
Era o único lugar em que seu coração batia.
Mas ele sabia que não podia ficar.
Então se foi, e sempre em círculos, continuou a andar!


by Rê

domingo, 23 de maio de 2010

Passeando pelo Desconhecido



Sinto meus pés pesados,
me levam por caminhos que não conheço.
Passeando pelo desconhecido,
eu vejo as sombras, eu vejo a noite.
Contemplo o estranho, ele não me assusta.
O silêncio me instiga a ir além.
Não sinto medo,
apenas o desejo incontrolável de continuar.
Caio nos braços da escuridão, ela me cega.
Acordo!
Começa tudo outra vez.

by Rê

terça-feira, 18 de maio de 2010


As noites passam tão devagar se estou sem você, a lua some do céu, as nuvens e a escuridão tomam conta do meu exterior , deixando tudo em pleno breu. Tento dormir, mas meus pesadelos me expulsam dos devaneios me fazendo lembrar de tudo novamente. Nessa hora eu precisava da sua voz ao meu ouvido, seu corpo espantando o frio, e sua boca calando meus sussurros.
No ímpeto pego o telefone para te ligar e dizer o que se passa aqui por dentro, mais uma vez sou atendida pela caixa de mensagens, não posso deixar de agradecer. Só por hoje ...



by; Bru


Sinto o álcool passeando pelo meu corpo, assim como você fazia , esquentando tudo. Mas o vento gélido alcança meus cabelos fazendo um arrepio percorrer a espinha . A última onda se quebrou na areia, ou talvez as outras já não tenham importancia. O último gole passa por minha garganta, vou embora com o desespero diminuído, só por hoje .



by; Bru

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mais uma noite vazia!



Mais uma noite vazia!
O silêncio quase mortal e ensurdecedor
preenche cada pedaço de mim.
O relógio na parede, conta cada segundo.
Cada instante, uma eternidade.
O tempo anda e desanda.
Pelo chão, pedaços do que eu fui, e do que eu sou,
todos misturados e, ao mesmo tempo alheios.
Pedaços que já não se encaixam,
já não formam esse quebra-cabeças (chamado vida).
Faltam peças, as mais importantes,
aquelas que darão sentido ao jogo.
Já é tarde, muito tarde, porém apenas,
mais uma noite vazia!




by Rê

quinta-feira, 13 de maio de 2010



A chuva cai lá fora, os pensamentos voam,
a melancolia invade, preenche todos os espaços.

O silêncio é quase unânime, apenas cortado pelo som da calma chuva,
e das batidas de um coração, esse tal que bate por um alguém,
que talvez nem saiba que mesmo de longe
é o simples motivo da felicidade de um outro alguém.

Ou, o simples motivo para fazer esse outro alguém continuar vivo.


by Rê

quarta-feira, 12 de maio de 2010


{...} -De repente você percebe que apesar de você querer tocar o céu, você não tem asas.
-Mas isso é simples, o amor te dá asas !
-Não, o que te da asas é um amor correspondido, um coração quebrado simplesmente não tem forças para voar.


by: Bru '

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Doce Ilusão



Mergulho em pensamentos, lá está você, a mais real das ilusões.
Me prendo a cada detalhe que deixa escapar.
Já faz parte de mim.
Já sou um pouco de você.
Já lhe tenho em minhas mãos.
És assim, a mais ilusória das realidades!

by Rê

terça-feira, 4 de maio de 2010

"A culpa é sua por não estarmos juntos você tem medo e não quer tocar no assunto, ainda te afeto, sei que você me entende.Se não me quer então por que me ofende? Eu deixarei que o tempo se encarregue de fazer com que você me esqueça a cada novo amanhecer" Jonathan Correa



Bru;




sexta-feira, 30 de abril de 2010


"Então diga
Que o tempo fecha todas as feridas
Diga que não passam de mentiras
Que nem por um segundo me esqueceu"

Diga e eu serei pelo menos por alguns instantes mais feliz.


by: Bru

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Novo.



És um lugar 'longe de casa', cheio de caminhos que não conheço, mas pelos quais, agora, quero caminhar!

by Rê

sábado, 24 de abril de 2010

Está Morto!



E os gritos rompem o silêncio.
Em sua face, o sangue quente,
escorrendo e esvaindo-se, bem como a sua vida.


O filme passando em sua mente,
as lembranças de tudo o que viveu,
o passado que não volta mais,
já não têm mais importância.
O tempo não volta atrás.
Já não se pode corrigir os erros,
voltar um segundo, e fazer um diferente final.


Agora, já não respira mais,
seu coração já não bate,
sua vida já não existe.


Seu corpo imóvel,
seus olhos de vidro,
seu sangue amargo.


Está morto, e morto, e morto de verdade!


by Rê

quarta-feira, 21 de abril de 2010



"The world slows down


But my heart beats fast right now


I know this is the part


Where the end starts"

O começo não é bom pra mim, não se for assim, e assim o que resta é só chorar :s


by; Bru

sábado, 17 de abril de 2010

Noite







Por trás do silêncio que ecoa na noite,
não há somente a solidão,
há desencontros,
espíritos cansados,
vidas vazias,
as mesmas vidas que se desencontram
nas esquinas sujas,
se vendem por migalhas.
Almas perdidas,
corações surrados,
já sem esperança,
sem se importar com o que vem depois,
se houver depois!
Já não há medo,
já não há vida,
já não há nada!


by Rê

terça-feira, 13 de abril de 2010

Corações podem ser partidos por palavras não ditas ; by alpheratz


Amábile é uma nova aluna na escola de João Carlos, e ele o 'pegador' da parada não podia deixar de dar boas-vindas a ela. Com um sorriso no rosto foi até a menina de all star preto:
- Ooi, seja bem-vinda Amábile, meu nome é João Carlos! - os olhos, contornados de maquiagem preta, dela brilharam.
- Olá João, tudo bem? - Era claro, apenas pelo clima que rolou, que a garota seria dele com facilidade. Como era fácil para ele, era conhecido e desejado por todas e invejado por muitos, mas para ele isso era apenas natural.
Semanas se passaram e obviamente João e Amábile já haviam saído e ficado várias vezes. Ela como todas as outras se mostrava encantada por ele, apesar de isso ter complicado o relacionamento com suas colegas, mas isso não importava, ela tinha ele e isso era tudo. João não podia negar que a menina era diferente das outras, o preto de suas roupas constratado com o azul de seus olhos e o loiro claro de seus cabelos faziam uma mistura incrível, mas não o suficiente para ele, nunca era o suficiente. Então naquela sexta convidou Amábile para uma conversa séria. Assim, de noite , ele rompeu com ela e tudo se saiu bem, bem até demais. A menina não pareceu abalada, pelo contrário até estava com um sorriso no rosto.
Na manhã seguinte a carteira dela estava vaga, João só percebeu quando o professor perguntou por ela. Os dias passaram e Amábile não veio mais as aula, João começou a se sentir culpado, mais que isso, o sorriso dela fazia falta, o olhar também, sua voz empolgada logo de manhã... contudo isso já não fazia diferença. Amábile nesse momento era apenas um corpo sem vida coberto por sangue, no banheiro de seu quarto. Ele só veio a saber disso 3 semanas depois quando os vizinhos da menina chamaram a polícia e entraram na casa abandonada, mas ela supostamente não faria falta a ninguém mesmo então pra que se preucupar.



By Bru

domingo, 11 de abril de 2010

Ao terminar de escrever o post anterior uma pessoa veio falar comigo, alguém que já foi especial pra mim mas não soube dar valor. Que pena que as pessoas só aprendem o valor das coisas quando perdem :x

"cuide bem do seu amor seja quem for"

cuide do seu coração e de quem te ama também, pessoas que tem a coragem de declarar seus sentimentos (quando são verdadeiros) são muito corajosas e merecem seu valor.



By Bru

Aos Pedaços



...e as tardes se passam melancólicas, o tempo escorre pelas mãos e ao mesmo tempo pára, fica estagnado.


O desespero é eminente, sufoca, faz doer.


Pensamentos obscuros, numa mente perturbada.


LOUCURA, INSANIDADE, PROSTRAÇÃO, DEPRESSÃO!


Um coração aos pedaços, já agonizante, batendo à toa, já nem batendo mais!



By Rê

by: Bru

"amar é muito fácil difícil é esquecer"

Aprender a viver com o sofrimento talvez até seja mais fácil que esquecer alguém especial, mas a vida segue e temos que seguir mesmo que com apenas uma parte do coração >.<

"eu ainda espero por você" (seria bom se você soubesse disso )

ponto zero.


Os posts aqui escritos serão baseados em fatos da vida e da imaginação de duas jovens desiludidas com suas relações e o mundo. Quem aqui lhes escrever é Bru e Rê. Nossos perfis serão conhecidos com o passar do tempo. Boa viagem.