Os ventos anunciam a tempestade que se aproxima.
As ruas estão desertas, nenhuma alma viva quer estar ali para ver.
As nuvens negras engolem o dia. Os trovões rasgam o silêncio,
como os raios rasgam o céu. A chuva cai pesada, sem pena.
(Sua caótica tempestade de inverno.).
Ela sai para a tarde revolta. É onde ela se sente livre.
Sentindo a chuva em sua face, abandona seus medos e suas fraquezas.
Sente-se leve, a alma lavada. É como se todos os problemas,
todas as angústias, desaparecessem.
Ela só queria estar ali!
(No olho do furacão.).
Depois da tempestade, vem a calmaria.
A brisa leve, soprando, levando embora todo sentimento ruim...
Ela sente, por fim, seu espírito (coração) renovado (como se flutuasse),
sem tirar os pés do chão.
De todos os lugares, era ali, e apenas ali, onde ela queria estar!
by Rê