quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Vida que segue




Tenho pensado muito sobre mim mesmo.
Tentado compreender os extremos do que tenho sentido.
Sobretudo, o que acontece a minha volta
e que me afeta (queira eu ou não).

E me pergunto: Será que vale a pena esperar
por algo que não vai acontecer?
Será que vale a pena se deixar levar por
emoções negativas que só te levam pra baixo?
Será que vale a pena ficar se remoendo por situações
que você deixou de viver, pois não soube aproveitá-las?
Não, não vale!

A vida segue.
Ela tem que seguir!

E só o que posso fazer é acompanhá-la, no seu ritmo.
Aprender com os erros e ir adiante.
Sem expectativas, pois elas frustram.
Um passo de cada vez.
Despretensiosamente.
Mente e coração abertos.
Sem medo do que virá depois.




domingo, 4 de novembro de 2012

A falta




Madrugada alta.
O velho blues ressoa em meus ouvidos,
e ainda posso sentir o leve rastro de torpor
que o álcool deixou horas atrás...

O mesmo álcool que me trouxe o riso fácil,
agora me confunde e embaralha o pensamento.
Em noites assim, tudo o que sinto é um grande vazio...
a falta.

Saio pra noite, em busca de algo que supra essa falta,
e tudo o que vejo: pessoas vazias, cheias de si.
Estranhos...
Me sinto deslocado e sem rumo.
E o que eu não posso é o que quero ter.

A falta que meus braços sentem,
do abraço que eu desejo há certo tempo.
Desejo constante e inquietante.

Não posso!

Mas ainda quero.