terça-feira, 24 de julho de 2012

Meros devaneios jogados no papel...




Olho pro papel, com a caneta na mão.
Não sei exatamente sobre o que escrever.
São tantas coisas...tantas idéias, emoções...
Um turbilhão delas.
Mas nenhuma parece fazer sentido agora.


Quase duas da manhã.
A TV ligada em um canal qualquer, apenas por estar ligada.
Não a vejo. Tampouco a escuto.


O silêncio ocupa todo o espaço, cada brecha, cada lacuna.
Ele me parece ser uma boa companhia.
Mas falta algo.
Mesmo o silêncio sendo boa companhia, não me é satisfatório.
Sinto falta da chuva. O barulho da chuva.
A sinfonia das gotas tocando o telhado, a janela...
Mas somente o frio se faz presente.


Às vezes, escuto o vento soprando ao longe, agressivo.
O vento que sopra em todas as direções, sem um rumo pré-definido.
Tal qual minha mente, que quer estar em toda parte, sem rota.
Apenas viajando, sem destino algum.

Me lembro da TV ligada. O videoclipe de uma boa banda de Rock!
'Sou uma criança. Não entendo nada!', o título do mesmo.
Me parece bem apropriado.

Acho que todos somos crianças grandes, buscando algo,
que nem sequer fazemos idéia do que seja.

Uma busca insana, por algo que nos complete,
que supra uma necessidade, mesmo desconhecida,
como um remédio de alívio imediato.

Mas afinal, sobre o que eu estou falando?
Tanto faz, pouco importa.
A essa altura da madrugada, nada parece fazer sentido, é tudo tão desconexo.
Meros devaneios. Apenas palavras jogadas no papel...
Meus devaneios!

Escolhas...



Às vezes me sinto como se a vida mirasse uma arma em minha cabeça,
me apontando várias direções, e me obrigando a escolher uma delas.
Apenas uma!


Escolhas são difíceis, um risco. Mas arriscar-se é necessário.
Vejo a vida passar, diante dos meus olhos.
Pessoas, opções, opiniões, escolhas.


Sinto medo do novo, mesmo morrendo de vontade de explorar cada pedaço dele,
ainda assim, o receio me impede.
Há um muro dentro de mim, me dividindo.
É como se em um momento eu tivesse certeza sobre quem sou,
sobre o que quero, e no momento seguinte,
tudo isso se desfaz e eu me torno uma incógnita pra mim mesmo.


Eu sou uma incógnita.
A vida é uma incógnita.
Sou somente mais uma passageira, dessa longa viagem,
que nos leva à todos os lugares e, no fim das contas, à lugar nenhum.