terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Breve história de um coração...
Meu coração é usado, surrado, esfarrapado.
Foi por muitas vezes partido.
Já está acostumado.
Até pouco tempo atrás, era frio como um
bloco de gelo, e duro como uma pedra.
Indiferente a qualquer manifestação de afeto
que pudesse atingi-lo (pois sabia como terminaria).
Era amargo.
Ele não tinha mais esperanças com o que outros
corações poderiam lhe oferecer.
Não por pessimismo, mas por proteção.
Não queria se machucar mais uma vez.
Até que um belo dia, um outro coração cruzou o seu caminho,
assim do nada, sem aviso prévio. E o pegou desprevenido.
Esse outro coração era alegre, generoso, vivaz.
Meu coração achou-o maluco, a princípio.
Mas com o tempo, foi se acostumando a suas loucuras
e peculiaridades.
E com ele aprendeu a sorrir e bater novamente,
como há muito não acontecia.
Então voltou a ser leve. Ele voltou a viver.
Porém, meu coração ainda vivia no seu modo "racional".
Ele não queria se permitir, por medo, mas já estava cansado disso.
Foi então que, ele parou de pensar e passou a sentir.
Com toda a intensidade que pôde, ele se entregou,
como nunca havia feito antes.
Sentiu coisas que nunca havia sentido.
Percebeu que sem o medo bobo que o trancafiava numa cela escura,
ele poderia ir mais longe.
Ele se permitiu!
E quis o outro coração, junto de si.
Desejava profundamente dividir com ele, tudo o que sentia.
Contudo, o outro coração recuou.
Inesperadamente.
Ainda vivia as dores e esperanças de antigos amores.
Não queria deixar isso para trás.
Ele não se permitiu.
E meu coração sentiu... demais!
Ficou sem chão, e por um tempo fora do ar.
Sentiu como se todo o sangue que bombeava, lhe fosse sugado.
Então, lembrou-se da velha vida que levara.
Um inferno frio e escuro.
Lembrou-se do amargor e da tristeza.
Seu passado recente. Não sentia saudades.
E tudo o que ele não queria, e mais temia,
era voltar a ser o que era antes.
Afinal de contas, ele havia reaprendido a viver,
a sentir, a sorrir, a se permitir.
E devia tudo isso ao outro coração.
Agradeceu-o por isso.
Escondeu a sua dor em um lugar inacessível,
pôs um sorriso no rosto.
E por essas linhas tortas, aprendeu a guardar
o que lhe será inesquecível.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Aquelas canções...
Hoje me peguei pensando em ti.
Aliás, me pego pensando em você há alguns dias.
Sempre lembro de ti, quando escuto aquelas canções
do Bon Jovi e Aerosmith, que me fazia ouvir
e que você tanto adora.
Mas quando escuto aquela do Alice in Chains,
aí sim a saudade aperta.
"No one to cry to, no place to call home."
Ai, aquelas canções...
Tanto tempo que não nos falamos.
Tanto tempo que não rimos juntas,
das coisas mais absurdas e sem sentido,
dos nossos encontros e desencontros,
dos nossos planos absurdos (ou nem tanto assim)
de dividir um canto, só nosso.
Tanto tempo que não compartilhamos nossos dramas,
nossos segredos, nossos desejos,
nossa rebeldia sem causa, nosso afeto.
Mas sempre que nos vemos,
nossos olhares e nossos gestos nos entregam.
Há uma troca mútua ali.
E só nós entendemos.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Vida que segue
Tenho pensado muito sobre mim mesmo.
Tentado compreender os extremos do que tenho sentido.
Sobretudo, o que acontece a minha volta
e que me afeta (queira eu ou não).
E me pergunto: Será que vale a pena esperar
por algo que não vai acontecer?
Será que vale a pena se deixar levar por
emoções negativas que só te levam pra baixo?
Será que vale a pena ficar se remoendo por situações
que você deixou de viver, pois não soube aproveitá-las?
Não, não vale!
A vida segue.
Ela tem que seguir!
E só o que posso fazer é acompanhá-la, no seu ritmo.
Aprender com os erros e ir adiante.
Sem expectativas, pois elas frustram.
Um passo de cada vez.
Despretensiosamente.
Mente e coração abertos.
Sem medo do que virá depois.
domingo, 4 de novembro de 2012
A falta
Madrugada alta.
O velho blues ressoa em meus ouvidos,
e ainda posso sentir o leve rastro de torpor
que o álcool deixou horas atrás...
O mesmo álcool que me trouxe o riso fácil,
agora me confunde e embaralha o pensamento.
Em noites assim, tudo o que sinto é um grande vazio...
a falta.
Saio pra noite, em busca de algo que supra essa falta,
e tudo o que vejo: pessoas vazias, cheias de si.
Estranhos...
Me sinto deslocado e sem rumo.
E o que eu não posso é o que quero ter.
A falta que meus braços sentem,
do abraço que eu desejo há certo tempo.
Desejo constante e inquietante.
Não posso!
Mas ainda quero.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Saudade
Hoje eu acordei com saudade.
Saudade de um tempo que já se foi.
Saudade de como a vida era.
Saudade de quem eu já fui.
Saudade das pessoas que conheci,
dos amigos de infância
e dos que vieram depois.
Dos que permaneceram e
dos que se foram (para sempre).
Saudade do tempo em que tudo era brincadeira,
e a única preocupação era
se iria fazer chuva ou fazer sol.
Saudade de quando o afeto e o carinho vinham
em forma de sorrisos e abraços reais e não virtuais.
Saudade das coisas simples.
Saudade de um tempo que não volta mais.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Descobertas
Descobri que nada na vida é em vão.
Descobri que por pior que seja uma situação,
há sempre um ponto positivo com que podemos aprender.
Descobri que quando menos se espera, coisas boas acontecem.
Descobri que pessoas podem surgir na sua vida do nada,
e se tornarem especiais em um curto espaço de tempo.
Descobri que não sei mentir sobre meus sentimentos.
Descobri que não sou tão fria e indiferente quanto eu supunha.
Descobri que sou muito mais sentimental do que aparento.
Descobri que minha sinceridade pode machucar os outros.
Descobri que sendo sincera eu posso me machucar.
Descobri que a melancolia não é tão legal quanto parece.
Descobri que deixar o medo de lado te faz mais forte,
e será sempre a melhor opção.
Descobri que não preciso tirar os pés do chão para poder sonhar.
Descobri que o tempo passa rápido demais,
mas o que foi/é importante fica guardado aqui dentro.
Descobri que um simples pôr-do-sol pode me emocionar profundamente.
Descobri que os detalhes fazem toda a diferença.
Descobri que nem sempre as coisas serão como gostaríamos que fossem.
Descobri que sou extremamente compreensiva.
Descobri que tenho amigos compreensivos e totalmente desprovidos de preconceito.
Descobri que sou otimista (até demais).
Mas o mais importante, descobri que gosto de viver!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Depois do último gole.
E o que vem depois do último gole?
O copo vazio e o coração embriagado.
Débeis palavras ditas no auge de minha franqueza.
A cabeça girando, pensamentos em combustão.
Explodem em cada palavra que sai
de minha boca displicentemente,
afiadas como lâminas que cortam o ar em sua direção.
E te ferem a face, e te cortam o coração.
Minha ausência de culpa diante da sua reação
ao vômito das palavras, impulsiva e inconsequentemente
ditas num momento de embriaguez ante o espelho.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
...
As coisas têm andado um pouco confusas aqui dentro.
Tantas dúvidas e tantas suposições do que seria, mas não foi,
e do que pode vir a ser, mas ainda não é.
À espera de que as coisas aconteçam.
O medo de tentar outra vez, apenas mais uma chance.
O medo...sempre o medo.
Pé atrás, sempre!
Quando só palavras já não são suficientemente convincentes.
Quando você espera muito mais do que só palavras.
Ninguém planeja se machucar, mas é quase impossível ignorar
quando já se está envolvido demais.
Você se machuca e pronto!
Não há fuga, nem subterfúgios.
Tem de se acostumar a conviver com isso dentro de você,
mesmo que ninguém mais perceba...
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Viva outra vez!
Confusa, essa é a palavra que me define nesse momento.
Não era assim que eu me sentia há uma hora atrás.
Feliz, era como eu me encontrava antes.
Mas nas últimas semanas, só o que tenho sentido é um misto de euforia, felicidade,confusão e tristeza (sim, ela ainda me ronda, porém, com menos freqüência que outrora).
Me impressiona a rapidez e intensidade com que as coisas têm acontecido.
Às vezes até duvido. E duvido tanto, que até me sinto mal por isso.
Mas a vida me fez assim, as coisas vão acontecendo e a gente vai endurecendo um pouco, nos tornando tão frios e desconfiados, que quando algo bom acontece, você custa a acreditar que possa ser real.
E a vida também nos prega peças.
Quando menos esperamos, tudo muda de direção, e você passa a respirar ares que achava que não seria mais possível.
Você sente que seu coração bate com mais vontade.
E você se sente vivo outra vez.
É assim que tenho me sentido: Viva outra vez!
by Rê.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Meros devaneios jogados no papel...
Olho pro papel, com a caneta na mão.
Não sei exatamente sobre o que escrever.
São tantas coisas...tantas idéias, emoções...
Um turbilhão delas.
Mas nenhuma parece fazer sentido agora.
Quase duas da manhã.
A TV ligada em um canal qualquer, apenas por estar ligada.
Não a vejo. Tampouco a escuto.
O silêncio ocupa todo o espaço, cada brecha, cada lacuna.
Ele me parece ser uma boa companhia.
Mas falta algo.
Mesmo o silêncio sendo boa companhia, não me é satisfatório.
Sinto falta da chuva. O barulho da chuva.
A sinfonia das gotas tocando o telhado, a janela...
Mas somente o frio se faz presente.
Às vezes, escuto o vento soprando ao longe, agressivo.
O vento que sopra em todas as direções, sem um rumo pré-definido.
Tal qual minha mente, que quer estar em toda parte, sem rota.
Apenas viajando, sem destino algum.
Me lembro da TV ligada. O videoclipe de uma boa banda de Rock!
'Sou uma criança. Não entendo nada!', o título do mesmo.
Me parece bem apropriado.
Acho que todos somos crianças grandes, buscando algo,
que nem sequer fazemos idéia do que seja.
Uma busca insana, por algo que nos complete,
que supra uma necessidade, mesmo desconhecida,
como um remédio de alívio imediato.
Mas afinal, sobre o que eu estou falando?
Tanto faz, pouco importa.
A essa altura da madrugada, nada parece fazer sentido, é tudo tão desconexo.
Meros devaneios. Apenas palavras jogadas no papel...
Meus devaneios!
Escolhas...
Às vezes me sinto como se a vida mirasse uma arma em minha cabeça,
me apontando várias direções, e me obrigando a escolher uma delas.
Apenas uma!
Escolhas são difíceis, um risco. Mas arriscar-se é necessário.
Vejo a vida passar, diante dos meus olhos.
Pessoas, opções, opiniões, escolhas.
Sinto medo do novo, mesmo morrendo de vontade de explorar cada pedaço dele,
ainda assim, o receio me impede.
Há um muro dentro de mim, me dividindo.
É como se em um momento eu tivesse certeza sobre quem sou,
sobre o que quero, e no momento seguinte,
tudo isso se desfaz e eu me torno uma incógnita pra mim mesmo.
Eu sou uma incógnita.
A vida é uma incógnita.
Sou somente mais uma passageira, dessa longa viagem,
que nos leva à todos os lugares e, no fim das contas, à lugar nenhum.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Bucólico Outono...

Enfim, chegou o outono.
Depois de um verão, onde memórias
não se farão presentes.
Memórias distorcidas, débeis...
Tão débeis quanto as folhas,
que agora caem secas no chão.
O outono nunca chega só,
traz consigo sua particular melancolia.
Melancolia que seduz, em tons cinza,
os mais solitários.
Bucólico outono.
Que suas memórias se façam presentes,
quando o inverno chegar.
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