domingo, 4 de novembro de 2012

A falta




Madrugada alta.
O velho blues ressoa em meus ouvidos,
e ainda posso sentir o leve rastro de torpor
que o álcool deixou horas atrás...

O mesmo álcool que me trouxe o riso fácil,
agora me confunde e embaralha o pensamento.
Em noites assim, tudo o que sinto é um grande vazio...
a falta.

Saio pra noite, em busca de algo que supra essa falta,
e tudo o que vejo: pessoas vazias, cheias de si.
Estranhos...
Me sinto deslocado e sem rumo.
E o que eu não posso é o que quero ter.

A falta que meus braços sentem,
do abraço que eu desejo há certo tempo.
Desejo constante e inquietante.

Não posso!

Mas ainda quero.





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