quinta-feira, 4 de julho de 2013
Reflexo
Abro a janela, o vento sopra forte em minha direção.
Olho pro tempo e ele corre rápido demais.
Tropeço em fragmentos do passado, eu sinto a nostalgia tomar conta de mim.
Me vejo neles, mas não me reconheço.
Há uma estranha ali.
Estranha mente que habita o corpo hoje.
O olhar já não é mais o mesmo, há uma profunda melancolia onde havia alegria outrora,
alegria essa que pintava sorrisos, que hoje são tão raros...
As feições são de quem já passou por muita coisa e amadureceu com isso,
aprendeu mesmo sem querer.
O tempo deixou marcas profundas, porém quase invisíveis.
O coração, mesmo depois de um bom tempo congelado em indiferença,
voltou a bater como antigamente, somente um pouco mais surrado.
No lugar da frieza, sentimentos cada vez mais à flor-da-pele.
As lágrimas que não eram tão comuns, viraram parte do dia-a-dia,
para externar o que não consegue ser dito.
As lembranças ruins já não doem como antigamente e
as boas apenas me trazem saudade do que um dia eu vivi.
Me olho no espelho refletido.
Já não sou mais a mesma pessoa.
E eu sei exatamente em que parte do caminho eu mudei.
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